Wisrah Villefort - EEE

Som: DESAMPA
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Texto: Guilherme Teixeira
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27/02/2021 11h 16m 03s

Energy, efficiency, and environmental protection

Tu ouviu sobre a necessidade do barco?
E quatrocentos metros arrastam imagem que se curva, beija a água e se faz motivo de estratosfera;
uma camada fina, tão fina quanto folha, nada em meio aos plásticos sem destino:
Que duro; quão duro; quão estranho; quão perverso ver o borboletinha na Guanabara digladiar com o Dolly pedaço de oceano…

Tu ouviu sobre a altura do barco?
Parcelas de eficiência, parcela de responsabilidade pelo que nos faz frio;
parcela de vontade cujo então é oceano;
Algo apita e uma montanha se dobra — tanto faz se ontem ou hoje;
C4 desfez teu cume e tu vaza,
tão inocente,
de encontro ao solo cuja fertilidade se deu;

No meio passo, a memória mais uma vez atravessa o atlântico,
munida de tudo que é mão branca; há afogamentos.

"Tu ouviu da necessidade de caber em tudo?"

Pique imperador — aquele que com vontade de reino,
vontade de imagem,
vontade de trajeto inócuo,
reproduziu senão seu próprio ter, e se perdeu na alegoria?

e é texto, tudo que é pessoa: é texto o porto não engole;
há deriva e algo se recusa a dormir, algo se recusa ao retorno…
algo se recusa.

O sono como quebra: qual bicho faz tua língua?
A presença em todas as orlas e vontade,
E como mensagens postas em garras, mais uma vez olhamos para dentro:

É sobre a tangência dos hologramas?
É sobre a tangência da curva daquela imagem que, em seu próprio eixo,
beija água e vontade de estratosfera a partir da camada fina de representação possibilitada pelo backlight.
Barulho ou apito que corre vértebra a vértebra; silêncio.

Acordamos em pontos estranhos, pois enquanto contrato me recusam vista que não da tripla vontade;
um porto inteiro é engolido e não sei — talvez jamais saberei — qual o norte daquilo que sai de minha boca.
Do alto de seus 400 metros, o conselho é súbito, e sublima entre motivo e forma aquilo;
Do barulho que faz onda quando se quebra é então longe e a gente engole sal;
É também sobre a tangência dos hologramas, sabe?! Imagem feita corpo fino
Cujo eixo que lambe e(ou) acorda com o sono algo me diz
Que das águas, não há então — mas há em breve.

Energia, eficiência e proteção ambiental

Have you heard about the need for boats?
And four hundred meters drag the image that bends, kisses the water, and turns into motives of the stratosphere;
a thin layer, leaf-like layer, swims amidst plastic with no destination.
How solid, how hard, how odd; how perverse to see the little butterfly stroke in the Guanabara Bay battle for a piece of ocean with the Dolly soda...

Have you heard of the boat’s height?
Half efficiency, half responsible for our cold;
Half a will which is then the ocean;
A whistle, and a mountain bends - it doesn’t matter whether today or the day before;
C4 undoes its peak and you leak,
So naïve,
To meet soil then fertile,

In the middle step, memory once again crosses the Atlantic, equipped with everything white hand, there are drownings; there are drownings

"Have you heard of the need to fit in it all?"

As emperor - and the will for kingdom,
will for image,
will for innoxious paths,
create but all he already had, and lost himself in the allegory

and it is text, everything that is a person: it is text the harbor does not swallow;
there is drift and something refuses to sleep, something refuses to return...
something refuses.

Sleep as pause: which animal does your tongue?
The presence on all shores and willingness,
And like messages stuck in claws, once again we look inside:

Is it about the tangency of the holograms?
It is about the tangency of the curve of that image that, on its own axis,
kisses water and the will for the stratosphere from the thin layer of representation made possible by the backlight.
Noise or whistle that runs vertebra to vertebra; un-noise.

We woke up at odd places, because as a contract, they don't allow me to see past the triple will;
an entire harbor is swallowed and I don't know - I may never know - what is north to what comes from my mouth.
From the top of its four hundred meters, the advice is sudden, and sublimates between motive and form;
From the noise that makes wave when it breaks is then far and we swallow salt;
It's also about the tangency of the holograms, you know ?! Thin body-like image
Whose axis that licks and(or) wakes up sleepy tells me something
That of the waters, there is not then - but there is soon.